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História do Município de Ipiguá

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
A povoação de Ipiguá foi iniciada em 1921, pelo farmacêutico João Pacheco de Lima, doador da terra em que se edificaram as primeiras moradias do lugar.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Em sete de dezembro de 1927, foi fundada a povoação desta região de Ipiguá. A região de São José do Rio Preto, à época, crescia muito com o café, mas principalmente com numerosos colonos que iam se fixando nas lavouras. Assim, já em 1927, o arraial que até então se chamava Barra Funda, por causa do pontal do córrego da Barra Grande, na fazenda São Pedro, onde se situava, foi elevado à condição de Distrito de São José do Rio Preto, quando seu nome foi alterado para o atual e, ao que parece, por força da Assembleia Legislativa de São Paulo, desejosa de evitar a homonímia de lugares do Estado.

ORIGEM DO NOME
 O nome IPIGUÁ vem do tupi guarani, e significa “Baía de Olho D`água”, isto é, um pequeno manancial formado pela nascente de um rio de “YPU - olho d`água e KUÁ” - Baía.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O povoado de Ipigua, é elevado à categoria de Distrito, conforme o Decreto Lei Estadual nº 2218, em 07 de dezembro de 1927, pertencente ao município de Rio Preto, (ex São José do Rio Preto). Anteriormente, havia sido Distrito do município de São José do Rio Preto, com sede no povoado de Curupá. Permaneceu durante um longo período sob o domínio de São José do Rio Preto, e esteve sujeito à dinâmica da região que havia recebido um impulso maior a partir de 1912, com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Araraquarense. Pouco tempo depois, a partir de 1917, foi iniciado seu processo de ampliação administrativa com a criação de diversos Distritos e Municípios. Pelo Decreto Lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, o município de Rio Preto voltou a denominar-se São José do Rio Preto. 

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de dezembro de 1993, através do Decreto Lei Estadual nº 8550, o Distrito de Ipiguá é elevado à categoria de Município, com a denominação de Ipiguá, desmembrado do município de São José do Rio Preto. Sua instalação verificou se em 01 de janeiro de 1997. 

EMANCIPAR FOI A SAÍDA CONTRA A PARALISIA
Ipiguá - na região Noroeste - é um bom exemplo de que a emancipação era a única saída para fugir da paralisia e do abandono. Fundada em 1921, pelo farmacêutico João Pacheco de Lima - dono de uma área onde foram construídos os primeiros casebres do povoado - Ipiguá nasceu com o nome de Barra Funda, por causa de um pequeno, mas profundo riacho da região. Em 1927, pela Lei 2.218 de 7 de dezembro, sob a denominação de Ipiguá, tornou-se distrito de São José do Rio Preto. No início, a principal atividade econômica de seus habitantes era o cultivo de café, seguido pelo arroz, milho e feijão. Com o passar dos anos, foram surgindo outras aglomerações urbanas no município-sede, São José do Rio Preto, que passaram a atrair a atenção e os investimentos sociais daquela prefeitura. A construção dos loteamentos populares, como João Paulo II, Solo Sagrado e Cristo Rei, a partir do final da década de 1980, colocou os distritos numa posição secundária, embora admitida. Mas a comunidade de Ipiguá não queria ficar para trás e, por isso,  em  1.992,tem início o movimento pela sua emancipação. O abaixo-assinado, com mais de cem assinaturas, que foi encaminhado à Assembleia Legislativa foi organizado por Elídio Fachin. Foi o pontapé inicial desse movimento vitorioso, que culminou com o apoio maciço da população no plebiscito realizado em 22 de agosto de 1993. Foram 1.000 votos a favor e, apenas, 48 contrários à criação do município. Um dos participantes do movimento pela emancipação foi o ex pintor de paredes Getúlio José de Souza, que acabou sendo eleito o primeiro Prefeito do novo Município. Getúlio não deixa dúvidas quanto às vantagens da emancipação: “foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para Ipiguá. Do jeito que estava não era possível continuar”. O prefeito enumera algumas das melhorias alcançadas com a emancipação: “pudemos comprar maquinário para a prefeitura, como uma retroescavadeira e uma motoniveladora, um veículo Santana para o Gabinete, cinco peruas e um ônibus para transporte de alunos da zona rural para a cidade. Além disso, asfaltamos praticamente toda a cidade, a rede de água e esgoto está em mais de 90 por cento dos bairros. E tudo isso só foi possível com a transformação de Ipiguá em município”. Getúlio afirma que o próximo passo é atrair indústrias para a cidade, e construir casas populares em terrenos já destinados para tais finalidades. A área da saúde foi a mais se beneficiou com a autonomia de Ipiguá, pois se antes o posto de saúde funcionava precariamente, sequer tendo plantão nos finais de semana, hoje tem três médicos e enfermeiros que atendem à população vinte e quatro horas por dia, sem interrupção. Além disso, o prédio do Posto de Saúde está sendo ampliado com a construção de mais sete salas. “A emancipação, assegura o Prefeito, salvou Ipiguá do abandono e da ameaça de paralisia total. Se continuasse como distrito, Ipiguá não ia ter futuro, não tinha para onde ir”.
Os Primeiros Representantes - eleitos em 1996
PREFEITO MUNICIPAL: Getúlio José de Souza, casado com Neusa Lino de Oliveira Souza.
VICE- PREFEITO: Valter Sanches Feliciano.
CÂMARA MUNICIPAL: Vereadores – Ângela Maria Basso, Antônio José Pagianotto, Devanir de Freitas, Emilio Pazzianotto, Hermes Pedro Bellei, José Antônio Marin, Josemar Silveira Fernandes, Manoel Vilches Repiso e Sebastião Antônio Batista.
ESTE TEXTO É DE AUTORIA DO DEPUTADO EDINHO ARAÚJO, AUTOR DA LEI 651/90 DAS EMANCIPAÇÕES.
Gentílico: Ipiguaense